quinta-feira, 5 de junho de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Os leucócitos são classificados de acordo com a granulosidade do citoplasma e a quantidade de lóbulos nucleares. Sendo assim, são divididos em dois grupos: granulócitos e agranulócitos.
UMA CURIOSIDADE: Quando o exame de hemograma é feito, uma gota do sangue é espalhada em uma lâmina, esta lâmina é corada com corantes próprios para o sangue e é examinada ao microscópio. Estas imagens são exatamente da forma que as células são vistas. As bolinhas vermelhas são hemácias, as bolinhas roxas são os leucócitos. O que diferencia uma célula de defesa da outra, é o formato do núcleo.
LINFÓCITOS, complicadas e perfeitinhas: São células complexas que controlam o sistema imunológico do corpo. Algo que diferencia os linfócitos dos outros glóbulos brancos é a sua capacidade de reconhecer e criar uma memória das bactérias e vírus que invadem nossos corpos. è por causa delas que não pegamos o mesmo vírus duas vezes.
MONÓCITOS, metamorfose celular: Quando entram no tecido, ficam maiores, modificam-se em m macrófagos e são capazes de fagocitar bactérias, até 100 durante toda sua vida. Também são eles que fazem o trabalho de destruir as células mortas, danificadas ou velhas do nosso corpo.
BASÓFILOS, misterioso: Estas células não são muito compreendidas, ao que parece, trabalham nas reações alérgicas liberando histamina, que faz os vasos sangüíneos vazarem e atrai os leucócitos, e heparina, que impede o coágulo da área infectada para o leucócito poder chegar até a bactéria.
EOSINÓFILOS, alergia e parasitas: São células de defesa que matam parasitas e desempenham um papel nas reações alérgicas. quando uma pessoa está com alguma parasitose, seu índice aparece aumentado nos exames de sangue.
NEUTRÓFILOS, contra bactérias: São uma das principais defesas do corpo, matam bactérias por fagocitose. Estas células podem fagocitar de cinco a 20 bactérias durante suas vidas. Além dos neutrófilos completos, também há neutrófilos imaturos vistos no sangue. Quando uma infecção causada por bactérias acontece, os exames detectam um aumento dos neutrófilos maduros e imaturos.
UMA CURIOSIDADE: Quando o exame de hemograma é feito, uma gota do sangue é espalhada em uma lâmina, esta lâmina é corada com corantes próprios para o sangue e é examinada ao microscópio. Estas imagens são exatamente da forma que as células são vistas. As bolinhas vermelhas são hemácias, as bolinhas roxas são os leucócitos. O que diferencia uma célula de defesa da outra, é o formato do núcleo.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Como fazer a tabelinha da ovulação
Fisiologia Humana, Reprodução
Existem diferentes métodos contraceptivos. O mais simples deles é a "tabelinha". Ao fazer a "tabelinha" você pode aproveitar para estudar como funciona, fisiologicamente, o corpo feminino e isto não é coisa só para as meninas ficarem sabendo. Portanto, você, gurizão maroto, se liga que isto te ajuda a entender as mulheres.
O ciclo menstrual é uma resposta fisiológica, controlada por diversos hormônios que trabalham no amadurecimento do óvulo e preparação do útero das mulheres para que haja a reprodução. Este ciclo sempre começa com o primeiro dia da menstruação.
Então, para ilustrar esta postagem, vamos imaginar que você, garota, ou a sua namoradinha, garoto, começou a menstruação hoje (dia 06/05). Marque na agenda esta data (mas não faça isto com sangue, porque é muito nojento... urgh!).
Como vocês já devem saber, a menstruação é o momento onde a parede do útero (endométrio) se descama porque não houve a fecundação do óvulo liberado. O zigoto, que é a união entre os gametas feminino e masculino, se instalaria neste endométrio engrossado, como não rolou a fertilização do óvulo, o ciclo se reinicia com o corrimento de sangue e tecido proveniente desta preparação. Falaremos mais sobre o que tem neste endométrio mais tarde, mas vamos voltar para o início do primeiro dia do ciclo.
Em média a menstruação dura sete dias, podendo variar de mulher para mulher. A partir deste momento, o novo folículo ovariano que dará origem ao ovócito (ou óvulo) já começa a ser amadurecido. Este efeito é produzido pela ação do hormônio FSH (Hormônio Folículo Estimulante) produzido na hipófise, uma glândula que fica na região do cérebro.
Depois dos sete dias de menstruação, os níveis de FSH diminuem, muitos dos folículos morrem, sendo que apenas um (ou raramente dois) continuam a se desenvolver durante o ciclo. Neste momento o folículo começa a crescer em tamanho. De acordo com o crescimento, o próprio folículo produz um hormônio, o estradiol. O estradiol é responsável pelo crescimento do endométrio novamente, já que parte dele foi expelido durante a menstruação nos dias anteriores. Outro efeito do estradiol é a liberação de um muco que vai facilitar o trabalho dos espermatozoides quando eles viajarem pelo canal vaginal. O pico de concentração de estradiol antecede a ovulação. Neste momento estaremos no 14° dia do ciclo, sete dias depois do fim da menstruação. No nosso caso de estudo seria no dia (21/05).
Este é o estímulo para a liberação de um novo hormônio produzido na hipófise, o LH (Hormônio Luteinizante). O aumento de LH no sangue da mulher neste período aumenta de forma muito rápida e o folículo passa a receber outro nome, corpo lúteo, depois que o óvulo é liberado para se fundir com o espermatozoide. A meia-vida deste hormônio é rápida também e o período de ovulação dura três dias. Portanto, segundo o nosso calendário, a suposta mulher ovula entre os dias 21 e 24 de maio. Isto de forma geral, porque como já dissemos, existem variações no ciclo.
O corpo lúteo produz além do estradiol, a progesterona. A progesterona é o hormônio que ajuda na gestação, como podemos observar pelo seu nome. Entre seis e oito dias ela atinge o máximo e se não houver a implantação do zigoto no endométrio engrossado, o corpo lúteo para de produzir este hormônio e se desintegra. O ciclo se encerra 28 dias depois de ter começado (03/06) se não houver a fecundação e inicia-se um novo com uma nova menstruação.
As pílulas contraceptivas têm níveis altos de progesterona e estradiol por causa disso. A mulher toma a pílula por 21 dias, o intervalo entre as menstruações, porque, tanto progesterona e estradiol, tem um efeito negativo sobre os hormônios da hipófise (FSH e LH), impedindo o amadurecimento do óvulo.
Então aqui vão algumas dicas para a sua tabelinha:
1) Conte os dias entre o seu primeiro dia de menstruação (início do ciclo) e o dia anterior ao início da menstruação seguinte (último dia do ciclo). O resultado é o número de dias do seu ciclo menstrual, que pode ser de 26, 28 ou 32 dias.
1) Conte os dias entre o seu primeiro dia de menstruação (início do ciclo) e o dia anterior ao início da menstruação seguinte (último dia do ciclo). O resultado é o número de dias do seu ciclo menstrual, que pode ser de 26, 28 ou 32 dias.
2) Divida o número de dias do seu ciclo menstrual por dois, pois o dia fértil ocorre normalmente na metade do ciclo. O dia fértil é o dia da ovulação.
3) No dia em que menstruar, some o número de dias referentes à metade do seu ciclo menstrual para obter o seu dia fértil. Por exemplo, se o seu ciclo for de 28 dias e você menstruar no dia 15 de outubro, o seu dia fértil será no 14º dia contados a partir do dia 15 de outubro, ou seja, dia 29 de outubro.
4) Depois de saber qual o seu ciclo, marque em destaque os dias que você pode estar fértil
5) Evite transar 4 dias antes e depois do seu dia fértil, pois o espermatozoide sobrevive por 3 a 4 dias.
E lembre-se!
- A tabelinha não previne doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Use sempre camisinha, pois, além de evitar a gravidez, previne contra todas as doenças transmitidas pelo sexo; Pode ser raro, mas há mulheres que engravidam em qualquer dia do ciclo; A pílula continua sendo um dos melhores métodos anticoncepcionais. Seu grau de eficiência é de 99,7%. Só o ginecologista pode receitar o melhor método anticoncepcional para você. Consulte-o antes de tomar qualquer atitude.Na verdade este método é indicado para quem quer engravidar.
domingo, 27 de abril de 2014
TRIAGEM DE CONTEÚDOS
Tipos Sanguíneos
O sangue humano é classificado em grupos e subgrupos, sendo os mais importantes, o ABO (A, B, AB e O) e o Rh (positivo e negativo).
No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A. Juntos eles abrangem 87% de nossa população.
O grupo B contribui com 10% e o AB com apenas 3%. O sangue O Negativo é conhecido como universal, pode ser transfundido em qualquer pessoa. Mas apenas 9% dos brasileiros possuem esse tipo de sanguíneo. É muito utilizado pelos hospitais, pois é o sangue que salva em situações de emergência.
O tipo O positivo é o sangue mais utilizado no Brasil. O estoque de um hemocentro deve ter, no mínimo, 50% deste tipo sanguíneo.
No caso de transfusão, o ideal é o paciente receber sangue do mesmo tipo que o seu. Somente em situações de urgência/emergência lança-se mão de sangue universal O RH negativo.
Tipo de Sangue - Percentual de Ocorrência
O Positivo - 36%
O Negativo - 9%
A Positivo - 34%
A Negativo - 8%
B Positivo - 8%
B negativo - 2%
AB Positivo - 2,5%
AB Negativo - 0,5%
Organização geral dos seres vivos.
Átomos e moléculas - os átomos formam toda a matéria existente. Eles se unem por meio de ligações químicas para formar as moléculas, desde as mais simples como a água (H2O), até moléculas complexas, como proteínas, que possuem de centenas a milhares de átomos. A matéria viva é formada principalmente pela união dos átomos (C) Carbono, (H) Hidrogênio, (O)Oxigênio e (N) Nitrogênio.
Organelas e Células - as organelas são estruturas presentes no interior das células, que desempenham funções específicas. São formadas a partir da união de várias moléculas. A célula é a unidade básica da vida, sendo imprescindível para a existência dela. Existem vários tipos de células, cada uma com sua função específica.
Tecidos - os tecidos são formados pela união de células especializadas. Os tecidos estão presentes apenas em alguns organismos multicelulares como as plantas e animais. Um exemplo de tecido é o muscular, que tem a função de produzir os movimentos de um organismo; o tecido ósseo, formado pelas células ósseas, tem a função de sustentar o organismo.
Órgãos - os tecidos se organizam e se unem, formando os órgãos. Eles são formados de vários tipos de tecidos. Por exemplo, o coração é formado por tecido muscular, sanguíneo e tecido nervoso. Os ossos são formados por tecido ósseo, sanguíneo e nervoso.
Sistemas - os sistemas são formados pela união de vários órgãos, que se trabalham em conjunto para exercer uma determinada função corporal; por exemplo, o sistema digestório, que é formado por vários órgãos, como boca, estômago, intestinos, glândulas, etc.
Organismo - a união de todos os sistemas forma o organismo, que pode ser uma pessoa, uma planta, um peixe, um cachorro, um pássaro, um verme, etc.
População - dificilmente um organismo vive isolado, ele interage com outros organismos da mesma espécie e de outras espécies, e também com o meio ambiente. O conjunto de organismos da uma mesma espécie, interagindo entre si e que habitam uma determinada região, em uma determinada época, chama-se população.
Comunidade - o conjunto de indivíduos de diferentes espécies interagindo entre si numa determinada região geográfica, ou seja, conjunto de diferentes populações vivendo juntas e interagindo é chamado de comunidade. O “Cerradinho”, uma reserva ecológica dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, é uma comunidade que abriga diferentes populações de plantas e animais nativos da região.
Ecossistema - o ecossistema é o conjunto dos seres vivos da comunidade, com os fatores não vivos, como temperatura, luminosidade, umidade e componentes químicos. Esses fatores não vivos são chamados de fatores abióticos. Os seres vivos são chamados de fatores bióticos. A interação entre os seres bióticos e os abióticos recebe o nome de ecossistema. Por exemplo, uma população de jacarés que está tomando sol em cima de uma pedra, nas margens de um rio.
Biosfera - a biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas do planeta Terra. A biosfera é a mais alta de todas as hierarquias.
Principais conceitos em Ecologia
Ecologia - os organismos da Terra não vivem isolados, interagem uns com os outros e com o meio ambiente. Ao estudo dessas interações chamamos Ecologia.
A palavra ecologia vem de duas palavras gregas : Oikós que quer dizer casa, e logos que significa estudo. Ecologia significa, literalmente a Ciência do Habitat .
Espécie - é o conjunto de indivíduos semelhantes (estruturalmente, funcionalmente e bioquimicamente) que se reproduzem naturalmente, originando descendentes férteis. Ex.: Homo sapiens
Habitat - é o lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, o seu "ENDEREÇO" dentro do ecossistema. Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de um inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas, etc.
Biótopo - área física na qual determinada comunidade vive. Por exemplo, o habitat das piranhas é a água doce, como, por exemplo, a do rio Amazonas ou dos rios do complexo do Pantanal o biótopo rio Amazonas é o local onde vivem todas as populações de organismos vivos desse rio, dentre elas, a de piranhas.
Nicho Ecológico - é o papel que o organismo desempenha, isto é, a "PROFISSÃO" do organismo no ecossistema. O nicho informa às custas de que se alimenta, a quem serve de alimento, como se reproduz, etc. Exemplo: a fêmea do Anopheles (transmite malária) é um inseto hematófago (se alimenta de sangue), o leão atua como predador devorando grandes herbívoros, como zebras e antílopes.
Ecótono - é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.
Biomassa – é a matéria orgânica de qualquer ecossistema da Terra, ou seja, é a constituição material dos corpos de todos os seres vivos de um ecossistema qualquer.
Biosfera - toda vida, seja ela animal ou vegetal, ocorre numa faixa denominada biosfera, que inclui a superfície da Terra, os rios, os lagos, mares e oceanos e parte da atmosfera. E a vida é só possível nessa faixa porque aí se encontram os gases necessários para as espécies terrestres e aquáticas: oxigênio e nitrogênio. A biosfera é a mais alta de todas as hierarquias.
Ecossistemas - fatores bióticos e abióticos.
De acordo com a sua situação geográfica, os principais ecossistemas podem ser classificados em terrestres ou aquáticos.
Os ecossistemas são formados por: fatores bióticos e abióticos.
- Fatores abióticos – são compostos não vivos do meio ambiente. Exemplo: água, luz, solo, tempestades, raios, rochas, chuvas, calor, frio, etc.
- Fatores bióticos - formados pelos organismos vivos. Estes podem ser classificados em:
- Produtores - seres autotróficos, na maior parte dos casos plantas verdes, capazes de fabricar a seu próprio alimento a partir de substâncias inorgânicas simples;
- Consumidores - organismos heterotróficos, quase sempre animais, que se alimentam de outros seres ou de partículas de matéria orgânica;
- Decompositores - seres heterotróficos, na sua maioria bactérias e fungos que decompõe as complexas substâncias dos organismos, libertando substâncias simples que, lançadas no ambiente podem ser assimiladas pelos produtores.
- Seres autotróficos - são aqueles capazes de produzirem o seu próprio alimento através da fotossíntese. Ex.: plantas, algas e algumas bactérias.
- Seres heterotróficos - seres que não produzem o seu próprio alimento. Ex.: principalmente os animais, além de outros seres que não fazem fotossíntese.
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| Relações entre os seres e ambiente. |
Organização dos ecossistemas
Características Gerais dos Seres Vivos
Para ser considerado um ser vivo, esse tem que apresentar certas características:
· ser constituído de célula;
· buscar energia para sobreviver;
· responder a estímulos do meio;
· se reproduzir;
· evoluir.
ü De acordo com o número de células podem ser divididas em:
· Unicelulares - Bactérias, cianofitas, protozoários, algas unicelulares e leveduras.
· Pluricelulares - os demais seres vivos.
ü De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:
· Células Procariontes
· Células Eucariontes
1) Células Procariontes
As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados às histonas).
Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobre tudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma.
A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:
- Bactérias
- Cianofitas (algas cianofíceas, algas azuis ou ainda Cyanobacteria)
2) Células Eucariontes
As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células.
É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes.
Os níveis de organização das Células Eucariotas
A maioria dos seres pluricelulares possui células especializadas para exercer algum tipo de função no organismo, como, por exemplo, captar o oxigênio. Essas células são organizadas em tecidos específicos e em alguns grupos de seres em órgãos. A célula é a menor parte dos seres vivos. As estruturas das células garantem o funcionamento de todo o organismo.
O tecido é formado por conjuntos de um ou mais tipos de células, que podem ter diferentes funções.
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| Tecido epitelial, mostrando em roxo o núcleo das células que compõe o tecido, vista em microscópio, e coloridas artificialmente. |
O órgão é composto de diferentes tipos de tecido. Entre os órgãos, podemos citar: coração, cérebro, rins, olhos, etc. cada um exercendo papel específico.
Um sistema é formado por vários órgãos que, em conjunto, exercem determinadas "funções", tais como locomoção, respiração e circulação.
Os sistemas funcionam associados para prover vida ao organismo.
ü Busca de energia
Além da organização celular, os organismos para se manterem vivos precisam de energia, que é obtida a partir dos alimentos ou da fotossíntese.
O modo em que os organismos obtém o alimento pode ser classificados como:
- Autótrofos: Os seres vivos, como plantas e as algas que realizam a sua nutrição por meio da fotossíntese.
- Heterótrofos: Os seres vivos, que buscam energia se alimentando de outros seres vivos, pois são incapazes de produzir energia (através da fotossíntese).
Composição Química das Células
Ø Compostos inorgânicos
· Água – 75 a 85%
· Sais inorgânicos
Ø Compostos orgânicos
· Lipídeos
· Hidratos de carbono (sacarídeos) - carboidratos
· Proteínas
· Ácidos nucléicos
As Células Constituem os Seres Vivos - os seres vivos diferem da matéria bruta porque são constituídos de células. Os vírus são seres que não possuem células, mas são capazes de se reproduzir e sofrer alterações no seu material genético. Esse é um dos motivos pelos quais ainda se discute se eles são ou não seres vivos.
A célula é a menor parte dos seres vivos com forma e função definidas. Por essa razão, afirmamos que a célula é a unidade estrutural dos seres vivos. A célula - isolada ou junto com outras células forma todo o ser vivo ou parte dele. Além disso, ela tem todo o "material" necessário para realizar as funções de um ser vivo, como nutrição, produção de energia e reprodução.
Cada célula do nosso corpo tem uma função específica. Mas todas desempenham uma atividade "comunitária", trabalhando de maneira integrada com as demais células do corpo. É como se o nosso organismo fosse uma imensa sociedade de células, que cooperam umas com as outras, dividindo o trabalho entre si. Juntas, elas garantem a execução das inúmeras tarefas responsáveis pela manutenção da vida.
As células que formam o organismo da maioria dos seres vivos apresentam uma membrana envolvendo o seu núcleo, por isso, são chamadas de células eucariotas. A célula eucariota é constituída de membrana celular, citoplasma e núcleo.
A célula vegetal possui parede celular e pode conter cloroplastos, duas estruturas que a célula animal não tem. Por outro lado, a célula vegetal não possui centríolos e geralmente não possui lisossomos, duas estruturas existentes em uma célula animal.
Ø A membrana plasmática
A membrana plasmática é uma película muito fina, delicada e elástica, que envolve o conteúdo da célula. Mais do que um simples envoltório, essa membrana tem participação marcante na vida celular, regulando a passagem e a troca de substancias entre a célula e o meio em que ela se encontra.
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| Bicamada lipídica - membrana celular. |
Observe a membrana plasmática, ela é formada por duas camadas de lipídios e por proteínas de formas diferentes entre as duas camadas de lipídios. Dizemos, assim, que a membrana plasmática tem permeabilidade seletiva, isto é, capacidade de selecionar as substâncias que entram ou saem de acordo com as necessidades da célula.
Muitas substâncias entram e saem das células de forma passiva. Isso significa que tais substâncias se deslocam livremente, sem que a célula precise gastar energia. É o caso do gás oxigênio e do gás carbônico, por exemplo.
Outras substâncias entram e saem das células de forma ativa. Nesse caso, a célula gasta energia para promover o transporte delas através da membrana plasmática. Nesse transporte há participação de substâncias especiais, chamadas enzimas transportadoras.Nossas células nervosas, por exemplo, absorvem íons de potássio e eliminam íons de sódio por transporte ativo.
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| Hemácias colocadas em solução isotônica, hipertônica e hipotônica. |
Ø O citoplasma
O citoplasma é, geralmente, a maior opção da célula. Compreende o material presente na região entre a membrana plasmática e o núcleo. Ele é constituído por um material semi-fluido, gelatinoso chamado hialoplasma. No hialoplasma ficam imersas as organelas celulares, estruturas que desempenham funções vitais diversas, como digestão, respiração, excreção e circulação. A substância mais abundante no hialoplasma é a água.
Vamos, então, estudar algumas das mais importantes organelas encontradas em nossas células: mitocôndrias, ribossomos, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, lisossomos e centríolos.
1) Mitocôndrias - as mitocôndrias e a produção de energia. As mitocôndrias são organelas membranosas (envolvidas por membrana) e que têm a forma de bastão. Elas são responsáveis pela respiração celular, fenômeno que permite à célula obter a energia química contida nos alimentos absorvidos. A energia assim obtida poderá então ser empregada no desempenho de atividades celulares diversas. Um dos "combustíveis" mais comuns que as células utilizam na respiração celular é o açúcar glicose. Após a "queima" da glicose, com participação do gás oxigênio, a célula obtém energia e produz resíduos, representados pelo gás carbônico e pela água. O gás carbônico passa para o sangue e é eliminado para o meio externo.
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| Mitocôndria |
A equação abaixo resume o processo da respiração celular:
glicose + gás oxigênio ---> gás carbônico + água + energia
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2) Ribossomos - os ribossomos e a produção de proteínas: as células produzem diversas substâncias necessárias ao organismo. Entre essas substâncias destacam-se as proteínas. Os ribossomos são organelas não membranosas, responsáveis pela produção (síntese) de proteínas nas células. Eles tanto aparecem isolados no citoplasma, como aderidos ao retículo endoplasmático.
3) Retículo endoplasmático - o retículo endoplasmático e a distribuição de substâncias:essa organela é constituída por um sistema de canais e bolsas achatadas. Apresenta várias funções, dentre as quais facilitar o transporte e a distribuição de substâncias no interior da célula.
As membranas do retículo endoplasmático podem ou não conter ribossomos aderidos em sua superfície externa. A presença dos ribossomos confere à membrana do retículo endoplasmático uma aparência granulosa; na ausência dos ribossomos, a membrana exibe um aspecto liso ou não-granuloso.
4) O complexo de golgi - o complexo de golgi e o armazenamento das proteínas:é a organela celular que armazena parte das proteínas produzidas numa célula, entre outras funções. Essas proteínas poderão então ser usadas posteriormente pelo organismo.
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| Retículo liso e rugoso |
5) Lisossomos - os lisossomos e a digestão celular: são organelas que contêm substâncias necessárias à digestão celular. Quando a célula engloba uma partícula alimentar que precisa ser digerida, os lisossomos se dirigem até ela e liberam o suco digestório que contêm.
Fagocitose e pinocitose: imagine um glóbulo branco do nosso corpo diante de uma bactéria invasora que ele irá destruir. A bactéria é grande demais para simplesmente atravessar a membrana plasmática do glóbulo. Nesse caso, a membrana plasmática emite expansões que vão envolvendo a bactéria. Essas expansões acabam se fundindo e a bactéria é finalmente englobada e carregada para o interior da célula.
A esse fenômeno de englobamento de partículas dá-se o nome de fagocitose. Caso a célula englobe uma partícula líquida, o fenômeno é chamado pinocitose e, nesse caso, não se forma as expansões típicas da fagocitose.
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| Comparação entre fagocitose e pinocitose |
6) Centríolos - os centríolos e a divisão celular: os centríolos são estruturas cilíndricas formadas por microtúbulos (tubos microscópicos). Essas organelas participam da divisão celular, "orientando" o deslocamento dos cromossomos durante esse processo. Geralmente cada célula apresenta um par de centríolos dispostos perpendicularmente.
7) Cloroplastos - os cloroplastos são um tipo de cromoplastos que contém pigmento chamado clorofila, que são capazes de absorver a energia eletromagnética da luz solar e a convertem em energia química por um processo chamado fotossíntese.
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| Cloroplasto |
8) Vacúolos - em células vegetais jovens observam-se algumas regiões, formando pequenos vacúolos isolados um do outro. Mas, à medida que a célula atinge a fase adulta, esses pequenos vacúolos se fundem, formando-se um único, grande e central, com ramificações que lembram sua origem reticular. A expansão do vacúolo leva o restante do citoplasma a ficar comprimido e restrito à porção periférica da célula. Além disso, a função do vacúolo éregular as trocas de água que ocorrem na osmose.
Em protozoários de água doce existem vacúolos pulsáteis (também chamados contráteis), que exercem o papel de reguladores osmóticos.
RESUMINDO:
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